terça-feira, 21 de novembro de 2023

Jal-al-Udim Rumi - Moisés e o Faraó (Parte 1)

 


Masnavi – Livro IV: 2301-2309, 2340-2365 
Expõe como a imaginação¹ é a falsificação do discernimento da razão e está em oposição a ela, se parece com ela mas não é. E há a estória das respostas de Moisés – que a paz de Deus esteja com ele – dotado de razão e discernimento², oferecidas ao Faraó, este, dotado de imaginação e receios. 


2301 O discernimento do intelecto é o oposto do desejo³, ó bravo herói. Que aquilo que teceu o desejo não o chame clara razão. 
O mendigo do desejo chama isso idealização imaginária. 
As opiniões fantásticas são a falsificação da verdadeira moeda 
de claros discernimentos. 
Mas sem uma pedra de toque,4 as diferenças entre opiniões fantásticas e discernimento da razão não são revelados. 
Assim, traga-os rapidamente a essa pedra de toque. 
A pedra de toque é o Alcorão, assim como o inspirado 
estado dos Profetas.Como a pedra de toque, dizem à moeda falsa: ‘Vem!’ 

2305 ‘Para que você possa ver-se a partir de minha fricção 
contra você, que não é digno seja de minha altura ou de meu alicerce.’6 
Se uma serra utilizar clara razãopara cortar em duas metades 
ela sorrirá então, assim como o ouro no fogo.8 
A imaginação repleta de suspeitas é particular ao Faraó,9 um incendiário. 
Consideremos que o discernimento da razão é particular a Moisés, 
aquele que eleva o espírito. 

Moisés viajou pelo Caminho do não-ser.10 E o Faraó disse a ele: 
“Conte-me quem é você.” 
2309 E ele respondeu então: 
“Sou o discernimento da razão, o Mensageiro do Senhor de Majestade.11 
Sou a Prova de Deus. A proteção contra estar perdido e extraviado. 

. . . . . .  

2340 “Externamente, estou destruindo seu império, 

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mas na verdade estou transformando um espinho num jardim de rosas.12 


Explicando que cultivo e construção seguem-se após a destruição, 
tranquilidade após distúrbio, conserto após a ruína, 
alcance de um desejo após a ausência do cumprimento desse desejo, 
existência após não-existência, adicionando-se a isso todos os opostos e pares. 


Alguém passou cavando todo o solo. 
Um tolo não pôde desviar seu olhar do que via e gritou: 
“Por qual motivo você destrói o solo todo, rasgando e removendo?”  

E ele assim respondeu: -”Ó tolo, saia do meu caminho e não venha em minha direção.13 
Isso nunca será um jardim de rosas ou um trigal se antes não se tornar disforme e revolto.” 

2345 “Nunca será uma horta ou um campo de colheita, 
seja de verduras ou frutas, se antes toda sua disposição não virar de ponta-cabeça” 

“A menos que você abra a ferida14 com um instrumento cirúrgico 
ela nunca será curada, jamais mudará sua horrível condição.” 

“A menos que um médico limpe e trate seus problemas físicos15 
por meio de elixires e bálsamos, a deficiência em seu corpo jamais irá embora. 
A cura nunca virá por si mesma.” 

“Se um alfaiate cortar um tecido em pedaços,16 
poderá alguém punir esse experiente alfaiate e dizer: 

‘Por qual motivo você cortou um cetim tão especial? 
O que fazer com um tecido retalhado?’ 

2350 “Toda antiga construção, quando tornada novamente habitável 
não seria acaso fruto daquela velha habitação primeiramente destruída?” 

“Da mesma forma o carpinteiro, o ferreiro e o açougueiro,17 

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há um elemento de destruição que antecede todo o trabalho que fazem.” 

“É pela maceração do fruto do mirobálano18 
que a restauração da saúde do corpo é alcançada.” 

“A menos que se moa o trigo no moinho, 
nossa mesa jamais será decorada com o pão sobre ela19 
e  assim, o pão junto com o sal me pedem20 que eu liberte você da rede, ó peixe!21” 

2355 “Assim, ó Faraó, se você aceitar meu conselho 
escapará dessa rede malévola e interminável.” 

“Você fez de si mesmo um escravo dos desejos, 
capaz de transformar um verme num dragão.”22 

“Eu trouxe, pois, um outro dragão para seu dragão, 
assim, talvez eu traga mudanças, o sopro de um contra o sopro do outro.23 

“Desta forma, o sopro deste pode ser derrotado pelo daquele, 
assim, minha serpente erradicará seu dragão.”24 

Se você aceitar,25 escapará de duas serpentes. Se não, 
seu dragão trará destruição à sua alma.” 

2360 E o Faraó disse: “Você é verdadeiramente um mago muito habilidoso, 
capaz de trazer dualidade a este lugar por meio de prestidigitações.”26 


“Você foi capaz de dividir um povo unido em dois grupos diferentes.27 
A mágica produz rachaduras até em pedras e montanhas.” 

E Moisés respondeu: “Eu estou na verdade mergulhado na mensagem de Deus. 
Mágica nunca é vista junto ao Nome de Deus.28 

“A substância da mágica é negligenciada e negada por Deus, 
ao passo que a alma de Moisés é a tocha luminosa da verdadeira religião. 

Como posso parecer-me com mágicos, ó você, tão vergonhosamente rude? 

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O próprio Messias virá invejando o fogo de meu alento.29 

2365 Como posso lembrar-lhe mágicos, ó tolo, 
se até os livros sagrados estão ganhando luz através da minha alma?”30 

--From "The Mathnawî-yé Ma`nawî" [Rhymed Couplets of  
Deep Spiritual Meaning] of Jalaluddin Rumi.  
Translated from the Persian by Ibrahim Gamard (with  
gratitude for R. A. Nicholson's 1930 British translation)  
© Ibrahim Gamard (translation, footnotes, & transliteration)  
First published on "Sunlight" (yahoogroups.com), 11/16/00  

Notas sobre o texto com o número de referência 
1. (Título) Imaginação [wahm]: A palavra significa pensar, imaginar; concebendo uma ideia falsa; opinião, conjectura, suspeita, dúvida, apreensão, ansiedade. “Wahm está associado ao carnal. 
Razão (àql-i-ma àsh) Raciocinar em prol da subsistência, sustento, renda. 
“Wahm se opõe ao àql (o espiritual, a razão) como a falibilidade e ilusão à percepção infalível da verdade.” “Wahm não pode apreender a verdade essencial das coisas.” 
(Comentário de Nicholson) 

“Significa que ela (a imaginação, opinião, conjectura) não é razão pura, mas é uma faculdade da percepção. Está misturada com uma aparência da razão já que ela percebe apenas um pouco da realidade. E em sua percepção ela não está livre de equívocos e erros. E é também o inimigo e oponente do discernimento da razão.” 
Tradução de um comentário do famoso (‘Comentário Turco sobre o Masnavi’ do século XVII de Anqaravi) 

2. (Cabeçalho) razão discriminativa (àql): significa intelecto, razão, discriminação, racionalidade, prudência. Nicholson traduziu ‘Razão’ com uma letra capital, indicando ‘intelectualidade elevada’, aproximando-se da mais alta mentalidade possível para o aperfeiçoamento ou completude do ser humano – ‘Razão Universal’ está em contraste com ‘razão parcial’ esta utilizada pelo ego para sobrevivência no mundo, ganhos e ambição. ‘Razão é a substância ou essência da qual a memória e outras faculdades mentais são apenas acidentes ou atributos.’ Àql refere-se à razão espiritual (áql-i-ma àd) = Razão definitiva. 

(Comentários) 
3 (2301) desejo (shahwat): Nicholson traduz como ‘sensualidade’. 
Contudo, acrescentando ao significado luxúria, o que significa desejo por prazeres físicos em geral. 

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“Significa alguém que ainda tece (suas opiniões) baseado nos desejos de (seu) ego e demandas de sua personalidade. Não o chame racional.” (Comentário de Anqaravi). 

4. (2303) pedra de toque: Uma pedra utilizada pelos analistas para determinar se um metal é ouro autêntico ou não. Quando esfregada em ouro genuíno, uma mudança de cor acontece. 

5. (2304) O Corão, assim como o (inspirado) estado dos Profetas: 
“A pedra de toque é o Glorioso Alcorão e o estado espiritual dos Profetas (Noé, Abraão, Moisés, Davi, Jesus e Maomé, dentre outros mencionados no Alcorão) que a paz de Deus esteja sobre eles. Porque o Glorioso Alcorão e os estados dos profetas – que a paz esteja sobre eles – são como uma pedra de toque contra o ilegítimo. Eles (os profetas) dizem: ‘Venha e conecte-se à nossa existência. O tempo de você se tornar conectado será o tempo em que você conhecerá e perceberá’.” (Comentário de Anqaravi) 

6. (2305) altura ou alicerce: Significa a parte mais alta e a parte do alicerce. Pode referir-se às dimensões da própria pedra de toque. Nicholson traduziu: ‘não és digno dos meus altos e baixos (graus de espiritualidade)’ E ele explicou: ‘talvez signifique conhecimento místico e fé religiosa.’ Anqaravi assim comenta: 
“O significado pretendido com ‘altura’ é o nível de altivez, que é a classificação e estados dos Profetas – que a paz esteja sobre eles – e dos nobres santos. E o significado pretendido com ‘alicerce’ é o nível de humildade, característica dos estados daqueles que acreditam verdadeiramente e tem firmeza nos estágios da fé em Deus.” 

7. (2306) razão clara (áql): “Isto é, o homem santo inspirado pela Razão. 
O verso provavelmente se refere ao martírio de Zacarias (pai de João Batista) que foi serrado dentro de uma árvore onde estava milagrosamente escondido.” (Comentário de Nicholson ) Aqui Nicholson refere-se a uma lenda islâmica não-Corânica. “Assim como o venerável Profeta Zacarias (o pai do Profeta João Batista) – que a paz esteja sobre ele – durante o tempo em que esteve escondido dentro de uma árvore e esta foi cortada em duas com uma serra. Ele jamais lamentou ou temeu e foi considerado entre os amigos e agraciados de Deus.” (Comentário de Anqaravi) 

8. (2306) sorrindo como ouro no fogo: Nicholson refere-se ao verso 822 do Livro IV, 
que assim ele traduziu: “o ouro lança-se alegremente com as mãos e os pés no cadinho: sua veia (natureza original) ri diante do fogo.” O ‘sorriso’ refere-se, é claro, 
ao brilho do ouro puro.” 

E a estrofe completa da tradução de Nicholson, em nota adicional desta tradução: 

820. Os infiéis são de liga leve, enquanto os homens santos são como ouro (puro): ambas estas (classes de) pessoas estão dentro desse cadinho. 

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821. Quando a liga entrou no cadinho, tornou-se preta imediatamente; quando o ouro entrou, o dourado manifestou-se. 
822. O ouro lança-se alegremente com mãos e pés no cadinho: sua veia (natureza original) ri diante do fogo. 
823. Nosso corpo é nosso véu no mundo: somos como um mar escondido sob esta palha. 
824. Ó tolo, não considere o rei da (verdadeira) religião como barro; pois o maldito Íblis (Lúcifer) teve esta opinião sobre Adão. 

9; (2307) A imaginação repleta de suspeitas é particular ao Faraó: O Faraó, que vaidosamente imaginou ser ele mesmo Deus para seu povo (Alcorão, 79:24; Masnavi Livro IV: 1556-57) estava muito desconfiado de Moisés ao desafiá-lo em seu status e autoridade. “ 
Isso significa especificamente que ele possui egoísmo (nafsî), pois é rebelde. E ele está ordenando a violação das formas de justiça.”  (Comentário de Anqaravi) 

10. (2308) o Caminho do não-ser (Tariq-é nêstî): significa o caminho da aniquilação mística da autoexistência, das preocupações do ego, arrogância, ambição, etc. Nicholson traduziu: “o caminho da não-existência (autonegação).” 

11. (2309) o Mensageiro do Senhor de Majestade: uma referência ao verso: “E Moisés disse: ‘Ó Faraó, eu sou verdadeiramente um mensageiro do Senhor de todos os mundos’.” (Alcorão 7:04) 

12. (2340) Eu estou na verdade transformando um espinho num jardim de rosas: “Ou seja, ‘Ó Faraó, embora de acordo com as aparências eu esteja destruindo sua natureza áspera, seus negócios e sua obra, ainda em relação à realidade, depois de destruir aquele espinho, depois construirei um jardim de rosas.’ Significa: ‘Todas as características nocivas e desagradáveis – como um espinho para você – e que será removido em troca do que farei para você um jardim de rosas com Atributos Divinos e características senhoris’.” (Comentário de Anqaravi) 

Nicholson refere-se no Livro I do Masnavi 303-307 e que assim traduziu: “O sentido mundano é a escada para este mundo, o sentido religioso é a escada para os Céus. Procure pelo bem-estar do primeiro sentido com o médico e implore pelo bem-estar do segundo sentido com o Amado. A saúde do primeiro surge do estado de florescimento do corpo, a saúde do segundo surge da ruína do corpo. O caminho espiritual arruína o corpo e depois de tê-lo arruinado, restaura-o de volta à prosperidade: Demoliu a casa à procura do tesouro de ouro e com esse mesmo tesouro a constrói melhor que antes.” 

13. (2343) não venha em minha direção: Nicholson traduziu: “não me interfira” e explicou: “Literalmente, ‘não avance em minha direção’.” “Isso significa: ‘Não 

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proteste contra mim e não interfira em minhas ações…’” (Comentário de Anqaravi) 

14. (2346) ferida: “Chamado furúnculo ou abcesso, ferida.” (Comentário de Anqaravi) 

15. (2347) problemas físicos: Nicholson traduziu “humores corrompidos.” 
“Significa os humores doentes que são evidentes dentro de você.” (Comentário de Anqaravi) Isto refere-se aos ‘quatro temperamentos ou humores, e que correspondem aos quatro elementos. Eles originaram-se na antiga escola grega de Hipócrates e posteriormente a ideia foi desenvolvida por Galeno, depois do que tornou-se aceito pelas doutrinas médicas por séculos. Os temperamentos e suas qualidades tradicionais são os seguintes: (1) sanguíneo (ar, morno e úmido, glóbulos vermelhos sanguíneos, doce) colérico (fogo, quente e seco, amarelo biliar, salgado); fleumático (água, frio e úmido, células brancas sanguíneas, amargo); melancólico (terra, frio e seco, negro biliar, ácido). 

16. (2348)  Se um alfaiate cortar um tecido em pedaços: Nicholson traduziu diferente: 
“Quando um alfaiate corta o tecido em pedaços para fazer uma roupa.” Ele também assinalou uma passagem semelhante no Livro I: 3204-11. 

17. (2351) e açougueiro: “E o açougueiro também – enquanto ele não sacrificar um animal e cortá-lo em pedaços, sua carne não se tornará adequada para alimentação.” (Comentário de Anqaravi) 

18. (2352) fruto do mirobálano: um fruto seco adstringente de uma árvore da Índia Oriental usada hoje em dia principalmente para tingimentos e tintas. Nicholson traduziu “mirobálano (terminalia chebula) e mirobálano bastardo (terminalia bellirica).” Ele referiu-se a ele no Livro I:2933, que assim traduziu: “A menos que o mirobálano seja macerado com outras ervas, como poderão os medicamentos por si mesmos tornar-se cura agindo como tônicos?” Ele também explicou: “Mirobálanos, especialmente as duas variedades, amarela e preta, eram favoritas como tônicos e purgativos.” 

19. (2353) nossa mesa jamais será decorada com o pão sobre elaÉ costume tradicional do Oriente Médio que as pessoas comam sentadas no chão sobre um tecido ou couro. Moisés pode estar falando com o Faraó ou não, considerando todas essas analogias. Ele fala diretamente com o Faraó no verso seguinte. 

20. (2354) o pão junto com o sal me pedem (sobre a toalha de mesa) fazem a demanda: Nicholson traduziu: “A obrigação de gratidão por teu pão e sal demandou.” 

21. (2354) que eu liberte você da rede, ó peixe!: “Significa: ‘Ó Faraó… estou tomando esta atitude. Ó você, rebelde, aquele que lembra um peixe esquecido e 

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ignorante, que eu possa liberar você da armadilha da calamidade e garantir a você salvação da Ira de Deus’.” (Comentário de Anqaravi) 

22. (2356) capaz de transformar um verme num dragão: aparentemente essa é uma metáfora para quando o egoísmo se fortalece – começando como uma serpente recém-nascida, depois uma serpente grande e finalmente um dragão horrível. Refere-se à contenda (mencionada tanto na Bíblia quanto no Alcorão) entre Moisés e os magos do Faraó. Os magos usaram de feitiçaria e atiraram seus cajados ou varas que tomaram a forma de serpentes. Moisés utilizou poder Divino e atirou seu cajado que pelo comando de Deus, tornou-se uma serpente que devorou as serpentes dos magos. 

Nicholson citou uma passagem semelhante no Livro II: 2285-86, que ele assim traduziu: “A serpente negra que era como se fosse um verme, caiu na estrada e tornou-se um dragão: Mas em vossa mão, ó Vós por cujo amor a alma de Moisés está intoxicada, o dragão ou serpente tornou-se como o cajado nas mãos de Moisés.” Ele também citou no Livro III: 1053-56, que assim traduziu: ”O dragão é tua alma sensual… Se ela obtém os meios do Faraó… Então começará a agir como o Faraó e atacará centenas como Moisés e Aarão. Aquele dragão, sob o estresse da pobreza é um pequeno verme, mas um mosquito é feito um falcão pelo poder e riqueza.” 

23. (2357) talvez eu traga mudanças, o sopro de um contra o sopro do outro: “Moisés diz que trouxe um dragão (i.e. seu cajado que assumiu a forma de um dragão) a fim de subestimar o dragão (i.e. a natureza sensual) do Faraó. Pois o dam (sopro) aplicado aos poderosos encantamentos de nafs(ego) cf II 2289 na sequência (e que Nicholson traduziu “sopre teu encantamento sobre ele…”) Estes (encantamentos) são vencidos pelo santo ou profeta divinamente inspirado. Como o próximo verso mostra,  ‘Ó você, cujo sopro é mais excelente que o sopro do mar’. Anqaravi está equivocado ao considerar dam-ba-dam (sopro a sopro) como significando ‘níveis’.” 

24. (2358) minha serpente erradicará seu dragão: “Significa ‘Especialmente a minha serpente, que é a manifestação do poder de Deus, pode erradicar e suprimir o dragão de seu ego – o qual está admitidamente negando e ignorando a Deus. E que assim, você e sua atitude possam ser resgatados de seu mal e perversidade’.” (Comentário de Anqaravi) 

25. (2359) Se você aceitar: Nicholson traduziu “Se você se submeter…” “Significa: ‘Se você aceitar meu convite e a adoração de Deus Altíssimo rendendo-se a mim e tornando-se meu seguidor, encontrará libertação do mal e das picadas dessas duas serpentes. O significado dessas duas serpentes é: uma delas é seu ego (nafs) e a outra é aquela que se manifesta desse cajado… Se não, o dragão de seu ego eventualmente trará destruição à sua alma, vencendo você e lhe atormentando.’” (Comentário de Anqaravi) 


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26. (2360) capaz de trazer dualidade a este lugar por meio de prestidigitações: “O Faraó não aceita as palavras do venerável Moisés – que a paz esteja sobre ele – e falou assim… ‘Você lançou dualidade e divisão a este lugar e às pessoas por meio de conspiração e trapaça.’” (Comentário de Anqaravi) 

27. (2361) dois grupos diferentes: O Faraó acusou Moisés de dividir o povo egípcio, até então unificado sob sua liderança, entre aqueles fiéis ao Faraó e aqueles fiéis a Moisés – tal como os magos que proclamaram fé em Moisés e seu Deus e foram executados. “O Faraó disse: ‘Você acredita Nele antes que eu dê minha permissão? Certamente isso é um ardil que você armou nesta cidade para expulsar seu povo.’” 
Alcorão 7:123 

28. (2362) Mágica nunca é vista junto ao Nome de Deus: “Porque a Verdade é o oposto da falsidade. E os atos contrários ao usual, que vem da manifestação através do nome de Deus e de seus Nobres Atributos, são chamados milagres e maravilhas. Mas aqueles cujas formas imaginárias que parecem resultado de maldade, negação e desrespeito (a Deus) são chamados magia.” (Comentário de Anqaravi) 

29. (2364) O próprio Messias virá invejando o fogo de meu alento: “Esta referência a Jesus em meio a um argumento feito por Moisés ao Faraó não surpreenderá ninguém que já observou o desprezo de Rumi pela cronologia… Moisés, sem dúvida, pode supostamente representar o Homem Sufi Perfeito e talvez Rumi estivesse pensando num famoso Hadith Gibtah (que fala do desejo de querer ser alguém sem sentir inveja maliciosa) no sentido de que os próprios profetas olham para os santos de Deus com sentimentos de inveja benfazeja.” (Comentário de Nicholson) 

30. (2365)  os livros sagrados estão ganhando luz através da minha alma: “O espírito profético transcendental é a Luz da Revelação. Veja Alcorão 42:52 (Comentário de Nicholson) 
“E também te inspiramos com um Espírito, por ordem Nossa, antes do quê não conhecias o que era o Livro, nem a fé; porém, fizemos dele uma Luz, mediante a qual guiamos quem Nos apraz dentre os Nossos servos. E tu certamente te diriges para uma senda reta,”  (Alcorão 42:52) 
“Significando: ‘Ó impuro, como posso parecer-lhe mago ou trapaceiro? Todos os livros, por minha alma tornam-se iluminados e obtêm vida.’” (Comentário de Anqaravi) 
 


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