
A maior das aparições é o conhecimento “eu sou”. Ele é invisível antes do nascimento e depois da morte do corpo, e enquanto é visível é algo sólido. Muitos grandiosos sábios apareceram e desapareceram por causa da poderosa semente “eu sou”. Quando o prana abandona o corpo, o conhecimento não tem suporte e desaparece, isto é, ele fica invisível.
O que estou expondo é muito profundo. Você pode experimentar até mesmo Brahma, mas essa experiência não vai durar. Todas as experiências devem-se à célula “eu sou”. Tanto a célula quanto a experiência irão desaparecer. Mesmo as melhores de nossas memórias irão se esvair um dia. O conhecimento “eu sou” é limitado ao tempo, todo o seu conhecimento brota do conceito de que você é.
Milhares de sábios vêm e vão. Eles, no momento presente, experimentam o estado de “eu sou”? Eles não tinham autoridade para perpetuar seu sentido de ser (beingness); seu sentido de “eu sou” (I'am-ness), tornou-se não visto. Os sábios não podem fazer a menor mudança no mundo. O que acontece, acontece.
Q: Mas Maharaj tem dito que por causa da existência do Jnani o mundo é beneficiado.
M: Isso é dito para um ignorante, para aquele que se apóia no corpo-mente. Quando não existe o sentido de “eu sou” o que é que você precisa?
Q: Estou perdido.
M:Quem está falando? Para quem?
Q: Para mim.
M: Se você (o conhecimento “eu sou”) estivesse realmente perdido, como você saberia sobre o senso de estar perdido? Você é levado por conceitos. Esta semente infinitesimal contém o universo. Você perde o ponto, você não me compreende apropriadamente. Este princípio “eu sou” é o que eu estou lhe falando de novo e de novo.
Descubra a sua identidade. O que aparecer vai desaparecer. O que podem Roosevelt ou Gandhi fazer agora? Nos próprios locais de onde eles comandavam, mudanças aconteceram. Por que eles não falam? Quando o prana deixa o corpo, mesmo os grandes sábios não podem falar.
Q: No Gita, Sri Krishna diz que onde quer que haja calamidade e que não haja Dharma, ele virá e restaurará.
M: Isso é como a as estações do ano, existe o ciclo. Neste ciclo o significado mais profundo do Ser é para ser entendido. Todas as questões serão resolvidas uma vez que você solucione o enigma do “eu sou”.
Q: As vezes me sinto bem, as vezes mal, as vezes contentado, as vezes deprimido. Sei que isso é a mente; os Vedas dizem que a mente é nascida da Lua e por isso ela muda.
M: Faça-me o favor de antes de vir aqui, deixar sua mente de lado. Bom e ruim estão no reino da mente apenas. Renegue o que quer que você recebe da mente.
Q: Quem é que me fala pra vir aqui e ficar a seus pés?
M: Isso não pode ser dito em palavras, você pode chamar isso de qualquer coisa que quiser. Lua significa mente, a mente é como uma coisa líquida, pois ela flui continuamente. Apenas inocentemente, sem se envolver, observe o fluxo da mente; não tome posse do fluxo da mente. Fique no estado do sentido de “eu sou” (I'amness”) sem palavras. Você atribui sentido às palavras e no final as palavras se vão; no fim o que é perceptível e observável passa para o estado não-perceptível e não-observável. Descubra isso. Você irá entender isso devagar e irá ter paz e descanso. Você não faz nada. Isso acontece. Você fala sobre conhecimento, esse conhecimento é o que você tem lido e escutado dos outros. A menos que você tenha confiança em seu próprio Ser você tem que se apoiar na autoridade dos outros, mas eu lhe falo do meu estado real; conforme experimento isso, conforme vejo isso, eu falo, sem citar a autoridade do Gita ou do Mahabharata. Quando você fala do Gita você deve saber que ele se refere a você, cada palavra dele refere-se ao seu próprio Ser.
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Maharaj: Apenas seja como você é, não imagine ou crie imagens. Seu corpo e sua imagem mudam continuamente durante sua vida toda e nenhuma dessas imagens permanece constante.
Daqui vinte e cinco anos seu corpo irá perder essa imagem e irá ter a forma de uma pessoa mais velha; mais tarde essa imagem também irá se esvair. Se essas imagens fossem reais elas teriam permanecido; elas são irreais. O princípio “eu sou” não tem forma, nem cor, nem desenho. Através desses desenhos nós desfrutamos ou sofremos, mas nada é real; qualquer experiência que você tenha não é real. Esteja você gargalhando ou chorando, essa é uma imagem para aquele momento apenas – no próximo ela estará mudando. Algumas pessoas são muito boas em chorar, lamentar, reclamar, apenas por aquele momento.
Enquanto o corpo estiver aí este show passageiro estará aí, continuamente mudando e finalmente, essa própria consciência através da qual você vê o mundo irá embora. Os dias estão contados para esse corpo e essa consciência.
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Maharaj (no fim de sua vida): O material do qual o corpo é constituído está ficando gasto e fraco, e juntamente com ele, esse conhecimento também está ficando mais fraco. O sentido de presença ainda está comigo porque esse material do qual o corpo é feito ainda tem alguma força. Quando essa pequena força acabar, então a consciência também desaparecerá, então não haverá sentido de presença – mas eu certamente vou ser – sem esse sentido de presença.
Cada um de vocês está tentando se proteger. O que é isso que você está tentando proteger? Não importa o quanto você proteja, quanto tempo irá durar? Vá na raiz e descubra o que é isso que você está tentando proteger e preservar, e quanto tempo isso irá durar.
O único caminho espiritual para compreender sua verdadeira natureza é encontrar a raiz desse conceito “eu sou”. Antes do senso de presença ter chegado eu estava naquele estado no qual o conceito de tempo nunca existiu. Então, o que nasce? É o conceito de tempo e aquele evento que é o nascimento, a vida e a morte juntos constituindo nada além do que o tempo, do que a duração.
Uma vez que você entender isso, tudo se tornará claro; antes de entender isso, nada estará claro. Não é simples e fácil?
Q: As palavras são simples, mas compreender o que essas palavras significam será difícil.
M: O que é isso em cuja ausência você não estaria apto a entender nem mesmo essas palavras? Vá na raiz dessa fonte.
Para compreender o que eu lhe disse esta manhã, o intelecto é totalmente impotente. Deve haver uma compreensão intuitiva disso.
O que estou expondo é muito profundo. Você pode experimentar até mesmo Brahma, mas essa experiência não vai durar. Todas as experiências devem-se à célula “eu sou”. Tanto a célula quanto a experiência irão desaparecer. Mesmo as melhores de nossas memórias irão se esvair um dia. O conhecimento “eu sou” é limitado ao tempo, todo o seu conhecimento brota do conceito de que você é.
Milhares de sábios vêm e vão. Eles, no momento presente, experimentam o estado de “eu sou”? Eles não tinham autoridade para perpetuar seu sentido de ser (beingness); seu sentido de “eu sou” (I'am-ness), tornou-se não visto. Os sábios não podem fazer a menor mudança no mundo. O que acontece, acontece.
Q: Mas Maharaj tem dito que por causa da existência do Jnani o mundo é beneficiado.
M: Isso é dito para um ignorante, para aquele que se apóia no corpo-mente. Quando não existe o sentido de “eu sou” o que é que você precisa?
Q: Estou perdido.
M:Quem está falando? Para quem?
Q: Para mim.
M: Se você (o conhecimento “eu sou”) estivesse realmente perdido, como você saberia sobre o senso de estar perdido? Você é levado por conceitos. Esta semente infinitesimal contém o universo. Você perde o ponto, você não me compreende apropriadamente. Este princípio “eu sou” é o que eu estou lhe falando de novo e de novo.
Descubra a sua identidade. O que aparecer vai desaparecer. O que podem Roosevelt ou Gandhi fazer agora? Nos próprios locais de onde eles comandavam, mudanças aconteceram. Por que eles não falam? Quando o prana deixa o corpo, mesmo os grandes sábios não podem falar.
Q: No Gita, Sri Krishna diz que onde quer que haja calamidade e que não haja Dharma, ele virá e restaurará.
M: Isso é como a as estações do ano, existe o ciclo. Neste ciclo o significado mais profundo do Ser é para ser entendido. Todas as questões serão resolvidas uma vez que você solucione o enigma do “eu sou”.
Q: As vezes me sinto bem, as vezes mal, as vezes contentado, as vezes deprimido. Sei que isso é a mente; os Vedas dizem que a mente é nascida da Lua e por isso ela muda.
M: Faça-me o favor de antes de vir aqui, deixar sua mente de lado. Bom e ruim estão no reino da mente apenas. Renegue o que quer que você recebe da mente.
Q: Quem é que me fala pra vir aqui e ficar a seus pés?
M: Isso não pode ser dito em palavras, você pode chamar isso de qualquer coisa que quiser. Lua significa mente, a mente é como uma coisa líquida, pois ela flui continuamente. Apenas inocentemente, sem se envolver, observe o fluxo da mente; não tome posse do fluxo da mente. Fique no estado do sentido de “eu sou” (I'amness”) sem palavras. Você atribui sentido às palavras e no final as palavras se vão; no fim o que é perceptível e observável passa para o estado não-perceptível e não-observável. Descubra isso. Você irá entender isso devagar e irá ter paz e descanso. Você não faz nada. Isso acontece. Você fala sobre conhecimento, esse conhecimento é o que você tem lido e escutado dos outros. A menos que você tenha confiança em seu próprio Ser você tem que se apoiar na autoridade dos outros, mas eu lhe falo do meu estado real; conforme experimento isso, conforme vejo isso, eu falo, sem citar a autoridade do Gita ou do Mahabharata. Quando você fala do Gita você deve saber que ele se refere a você, cada palavra dele refere-se ao seu próprio Ser.
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Maharaj: Apenas seja como você é, não imagine ou crie imagens. Seu corpo e sua imagem mudam continuamente durante sua vida toda e nenhuma dessas imagens permanece constante.
Daqui vinte e cinco anos seu corpo irá perder essa imagem e irá ter a forma de uma pessoa mais velha; mais tarde essa imagem também irá se esvair. Se essas imagens fossem reais elas teriam permanecido; elas são irreais. O princípio “eu sou” não tem forma, nem cor, nem desenho. Através desses desenhos nós desfrutamos ou sofremos, mas nada é real; qualquer experiência que você tenha não é real. Esteja você gargalhando ou chorando, essa é uma imagem para aquele momento apenas – no próximo ela estará mudando. Algumas pessoas são muito boas em chorar, lamentar, reclamar, apenas por aquele momento.
Enquanto o corpo estiver aí este show passageiro estará aí, continuamente mudando e finalmente, essa própria consciência através da qual você vê o mundo irá embora. Os dias estão contados para esse corpo e essa consciência.
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Maharaj (no fim de sua vida): O material do qual o corpo é constituído está ficando gasto e fraco, e juntamente com ele, esse conhecimento também está ficando mais fraco. O sentido de presença ainda está comigo porque esse material do qual o corpo é feito ainda tem alguma força. Quando essa pequena força acabar, então a consciência também desaparecerá, então não haverá sentido de presença – mas eu certamente vou ser – sem esse sentido de presença.
Cada um de vocês está tentando se proteger. O que é isso que você está tentando proteger? Não importa o quanto você proteja, quanto tempo irá durar? Vá na raiz e descubra o que é isso que você está tentando proteger e preservar, e quanto tempo isso irá durar.
O único caminho espiritual para compreender sua verdadeira natureza é encontrar a raiz desse conceito “eu sou”. Antes do senso de presença ter chegado eu estava naquele estado no qual o conceito de tempo nunca existiu. Então, o que nasce? É o conceito de tempo e aquele evento que é o nascimento, a vida e a morte juntos constituindo nada além do que o tempo, do que a duração.
Uma vez que você entender isso, tudo se tornará claro; antes de entender isso, nada estará claro. Não é simples e fácil?
Q: As palavras são simples, mas compreender o que essas palavras significam será difícil.
M: O que é isso em cuja ausência você não estaria apto a entender nem mesmo essas palavras? Vá na raiz dessa fonte.
Para compreender o que eu lhe disse esta manhã, o intelecto é totalmente impotente. Deve haver uma compreensão intuitiva disso.
O conhecimento que estou expondo irá dissolver sua identidade como uma personalidade e irá transformar-lo no conhecimento manifesto. O conhecimento manifesto, a consciência, é livre e incondicionada. Não é possível nem capturar nem abandonar esse conhecimento porque você é esse conhecimento, mais sutil do que o espaço.
Este conhecimento de que você é o manifesto, deve ser aberto através da meditação; você não o consegue escutando palavras.
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Este conhecimento de que você é o manifesto, deve ser aberto através da meditação; você não o consegue escutando palavras.
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Não é esta consciência anterior a qualquer outra experiência? Não existe algo sob o qual esta consciência surgiu? Este estado desperto, sono profundo e o sentido de presença, quem é que tem essas experiências senão Aquilo que era anterior à essas experiências?
Isto que está falando com vocês é este estado que é limitado pelo tempo, que surgiu temporariamente sobre meu estado original. Portanto, você e eu não podemos ter senso de medo; é apenas este estado mutável que se identificou com o corpo que tem medo.
O medo da morte é a penalidade por aceitar a identidade do corpo como uma entidade separada no funcionamento total. É apenas o nascimento que teme a morte.
Presença e ausência são dualidades inter-relacionadas, isso foi entendido apenas depois que o sentido de presença surgiu, anteriormente não havia sentido nem de ausência nem de presença.
Isto que está falando com vocês é este estado que é limitado pelo tempo, que surgiu temporariamente sobre meu estado original. Portanto, você e eu não podemos ter senso de medo; é apenas este estado mutável que se identificou com o corpo que tem medo.
O medo da morte é a penalidade por aceitar a identidade do corpo como uma entidade separada no funcionamento total. É apenas o nascimento que teme a morte.
Presença e ausência são dualidades inter-relacionadas, isso foi entendido apenas depois que o sentido de presença surgiu, anteriormente não havia sentido nem de ausência nem de presença.
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Entenda que não é o indivíduo que tem consciência, é a consciência que assume inumeráveis formas. Aquele algo que nasce ou que irá morrer é puramente imaginário. É o filho de uma mulher estéril.
Na ausência do conceito básico “eu sou” não há pensamento, não há consciência.
Na ausência do conceito básico “eu sou” não há pensamento, não há consciência.