sábado, 30 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Meher Baba - Trechos do livro "The Everything and the Nothing"
O amante e o Amado
Deus é amor. E o amor deve amar. E para se amar deve haver um amado. Mas como Deus é Existência infinita e eterna, não há ninguém para Ele amar além Dele mesmo. E para poder amar a Si mesmo ele deve imaginar-se como o amado a quem Ele como o amante imagina amar. A relação amado e amante implica separação. E a separação cria anseio e o anseio resulta em procura. E quanto mais ampla e intensa é a procura maior será a separação e mais terrível será o anseio. Quando o anseio é o mais intenso a separação está completa e a finalidade da separação, que tinha a finalidade de permitir que o amor pudesse experimentar a si mesmo como o amante e o amado, é cumprida; e a União é o que resulta. E quando a União é atingida, o Amante vem a saber que o tempo todo ele próprio era o Amado a quem ele amou e com quem desejou a União e que todas as situações impossíveis que Ele superou eram obstáculos que Ele mesmo colocou no caminho para Si mesmo. Atingir a União é tão incrivelmente difícil porque é impossível tornar-se o que você já é! A união não é nada além do conhecimento de si mesmo como o Sujeito Único.
O vinho e o Amor
Os poetas-mestres Sufi frequentemente comparam o amor com o vinho. O vinho é a figura mais apropriada para o amor porque ambos intoxicam. Mas enquanto o vinho causa o auto-esquecimento, o amor leva à auto-realização (A realização do Ser). O comportamento do bêbado e do amante são semelhantes; ambos ignoram os padrões de conduta do mundo e são indiferentes à opinião do mundo. Mas há mundos de diferença entre o curso e o objetivo dos dois: um leva à escuridão subterrânea e à negação; o outro dá asas à alma para seu vôo para a liberdade. A embriaguez do bêbado começa com um copo de vinho que exalta seu espírito e afrouxa suas afeições e dá-lhe uma nova visão da vida que promete um esquecimento de suas preocupações diárias. Ele passa de um copo para dois copos, para uma garrafa; do companheirismo para o isolamento, do esquecimento ao oblívio — esquecimento, que, na realidade, é o estado Original de Deus, mas que, com o bêbado, é um estupor vazio — e ele dorme em uma cama ou uma sarjeta. E ele desperta em um amanhecer de futilidade, um objeto de repulsa e ridículo para o mundo. A embriaguez do amante começa com uma gota do amor de Deus que lhe faz esquecer o mundo. Quanto mais bebe mais perto ele se aproxima de seu Amado e mais indigno do amor do Amado ele se sente. E ele anseia sacrificar sua própria vida aos pés de seu Amado. Ele também não se importa se dorme em uma cama ou em uma sarjeta e torna-se um objeto de ridículo para o mundo; mas ele repousa em êxtase e Deus, o Amado, cuida do seu corpo fazendo com que nem os elementos e nem doença alguma possam tocá-lo. Um dentre os muitos amantes desse tipo vê Deus face a face. Então, seu anseio torna-se infinito. Ele é como um peixe jogado na praia, pulando e se contorcendo para recuperar o oceano. Ele vê Deus em toda parte e em tudo, mas não pode encontrar o portão da União. O Vinho que ele bebe transforma-se em fogo no qual ele queima continuamente numa bem-aventurada agonia. E o fogo torna-se eventualmente o Oceano da Consciência Infinita, no qual ele se afoga.
Deus tem vergonha de estranhos
Deus existe. Se você está convencido da existência de Deus, então cabe a você procurá-Lo, vê-Lo e perceber-Lo. Não procure por Deus fora de você. Deus só pode ser encontrado dentro de você, pois sua única morada é o coração. Mas você tem enchido Sua morada com milhões de estranhos e Ele não pode entrar, pois ele é tímido com estranhos. A menos que você esvazie sua morada desses milhões de estranhos com os quais você preencheu-a, você nunca irá encontrar Deus. Esses estranhos são seus velhos anseios — seus milhões de desejos. Eles são estranhos a Deus porque os desejos são uma expressão de incompletude e são fundamentalmente estranhos Àquele que é todo-suficiente e que não deseja nada. A honestidade em suas relações com os outros irá limpar os estranhos para fora de seu coração. Então você vai encontrá-Lo, vê-Lo e perceber-Lo.
Eu sou a Infinita Consciência
Acredite que eu sou o Antigo. Não duvide disso nem por um momento. Não há nenhuma possibilidade de eu ser alguém mais. Eu não sou este corpo que você vê. É só um casaco que coloco quando venho visitá-los. Eu sou a Consciência Infinita. Eu sento com vocês, brinco e riu com vocês, mas estou trabalhando simultaneamente em todos os planos de existência. Perante a mim estão os santos e os mestres e santos perfeitos das fases iniciais do caminho espiritual. Eles são formas diferentes de mim. Eu sou a Raiz de cada um e de cada coisa. Um número infinito de ramos brotam de mim. Trabalho através de cada um e sofro em cada um de vocês e para cada um de vocês. Minha felicidade e meu infinito senso de humor sustentam-me em meu sofrimento. Os incidentes divertidos que acontecem aliviam meu fardo. Pense em mim; mantenha-se alegre em todos os seus desafios e eu estarei com você ajudando-lhe.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Daniel Ladinsky - Sobre Meher Baba e sobre seu trabalho com a poesia de Hafiz
Santuário do túmulo de Meher Baba
Era minha segunda viagem à Índia, o ano era 1978. Eu tinha conseguido
ficar em uma pequena hospedaria privada na propriedade de um advogado
americano. Sou uma pessoa muito reservada e com o passar do tempo tornei-me
quase recluso, às vezes inacessível. E descobri que esta casa de hóspedes onde
eu iria ficar não estaria disponível até o dia seguinte, mas foi-me oferecido
uma cama portátil para dormir no corredor da casa principal onde havia muito
ruído e movimento; as pessoas literalmente passavam por minha cama. Essa cama e
o fato de eu estar exposto ao público, era tão oposta à minha natureza que eu
não poderia resistir por uma noite; mas eu pensei, é só por uma noite. Então algo
extraordinário aconteceu de manhã cedo, muito extraordinário: aproximadamente
três da manhã acordei; Eu estava sentado na cama, não estava sonhando – e o
telhado da casa não estava lá. Ao longe eu podia ver uma estrela extremamente
bonita, ela parecia estar apenas a umas duas milhas de distância e, portanto, parecia
muito grande. Fiquei fascinado pelo esplendor daquela esfera luminosa,
encantado; quem não ficaria sob as circunstâncias descritas. Meu fascínio de
repente aumentou muito quando esta estrela começou a vir em minha direção. A
certa altura ela parecia estar algumas centenas de metros de distância, e minha
experiência então foi: que mesmo se um ateu testemunhasse o que eu estava vendo
ali, sem dúvida alguma ele também iria dizer, eu estou olhando para Deus. Esta
experiência começou a se tornar tão avassaladora que eu comecei a sentir--esta
luz Imaculada jamais irá me abandonar, ela não pode deixar-me. Pensei que iria
desfalecer olhando para ela; pois não sei como tal verdade pode nem sempre ser visível
para mim agora. Em seguida, o impossível começou a acontecer, pelo menos foi o
que senti--"Deus" começou a retroceder de sua "proximidade"
a mim. Aquele "Sol" começou a mover-se para trás. Mas então ele
parou. E, em seguida, uma consciência diferente entrou naquela cena. Agora eu
via aquela luz acima de um túmulo. Um santuário tinha vindo visitar-me e vendo aquele
resplendor em algum tipo de relação com uma forma deu-me algum equilíbrio. Mas
então, novamente o impossível foi encenado: Aquela Luz que eu pensava ser
realmente incapaz de ter qualquer tipo de identidade pessoal, "nome",
ou até mesmo forma além de sua Resplandescência magnificamente soberana, desceu
então sobre esse túmulo que eu tinha vindo visitar. E esta coisa/ser divino que
eu estava chamado de Deus assumiu um nome e tomou uma forma. E essa forma e nome era - Meher Baba.
Tenho investigado esse assunto de Deus - e de Meher Baba -
há mais de 40 anos. Eu sei quem ele diz que ele é: o Cristo, o Buda, o profeta
vindo novamente. Quão objetivo eu poderia ser sobre tudo isso depois de passar
seis anos vivendo na Índia. Provavelmente não muito. E eu tendo muito a não
descrer que um dia a história confirmará a alegação de Meher Baba. Eu não me
mudei, aliás, da casa de hóspedes no dia seguinte; fiquei naquela cama quase
três meses após essa experiência. Eu só pensava que eu tinha que honrar um acontecimento
tão profundo, se eu realmente acreditasse nele, como de fato acreditava e
acredito.Se há um Deus, um Deus real com infinito poder, então é possível para
Deus fazer qualquer coisa, qualquer coisa. Deus poderia, portanto, descer em um
corpo humano e viver entre nós. Por Suas próprias "razões", Deus
talvez só quer polir nossa pista de dança a cada poucos séculos e ajudar-nos a
rir e amar mais. Para mim foi o que aconteceu com Jesus e Buda e Maomé,
Krishna, Rama e Zoroastro; eles apenas - basicamente - mostraram-se um dia
estar entre nós, para serem nossos companheiros e amigos e para revelar-nos
nosso próprio potencial e destino sagrados. E naturalmente eles foram sucesso
gigante, ou, pelo menos agora são.
O que, de fato, sabemos realmente sobre qualquer coisa
afinal? Temos cérebros de amendoins. Todo mundo está realmente apenas
adivinhando, especialmente sobre Deus. Quantos olhos refletem algum
conhecimento desta terra de maravilhas onde nos movemos. Existência é um nocaute
impressionante quando começamos verdadeiramente a ver.
____________________________
Sinto que minha relação com Hafiz extrapola toda
a razão e é realmente uma tentativa de fazer o impossível: traduzir Luz em
palavras – tornar a ressonância luminosa de Deus tangível aos nossos sentidos finitos.
Quando havia uns seis meses que estava fazendo este trabalho tive um sonho
impressionante no qual eu via Hafiz como
um sol transbordante infinito, que cantava centenas de linhas de sua poesia
para mim em inglês, pedindo que eu levasse aquela mensagem aos “meus artistas e
buscadores”.
* A grande maioria dos poemas de Hafiz presentes no blog são traduções de Ladinsky
* A grande maioria dos poemas de Hafiz presentes no blog são traduções de Ladinsky
quinta-feira, 31 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Hafiz - Cinco Poemas
Todos talentos de Deus estão dentro de você.
Como poderia ser diferente,
uma vez que sua alma
derivou dos genes Dele!
Eu amo esta expressão:
“Todos os talentos de Deus estão dentro de você.”
Às vezes Hafiz não consegue fazer nada senão aplaudir
Certas palavras que surgem de minhas profundezas
como a fragrância do corpo de uma amante.
Segure este livro perto do seu coração
pois ele contém segredos maravilhosos.
________________________
Aconteceu a noite passada:
O amor arrebatou a si mesmo;
Borrifou meus cérebros pelo céu.
Imagino agora por eras
que algo de Hafiz
Parecerá cair do céu
como estrelas cadentes
______________________________
Às vezes eu digo para um poema:
“Agora não, você não vê que estou tomando banho?”
Mas o poema não me dá ouvidos e ironiza:
“Muito mal Hafiz,
não fique preguiçoso.
Você prometeu para Deus que ajudaria
E Ele acabou de aparecer com essa nova melodia.”
Às vezes eu digo para um poema:
“Não tenho forças para torcer mais uma gota do Sol.”
E o poema geralmente responde subindo na mesa da taberna,
levantando sua saia, dando uma piscadela
Fazendo com que o céu todo venha abaixo.
_____________________________
Como poderia ser diferente,
uma vez que sua alma
derivou dos genes Dele!
Eu amo esta expressão:
“Todos os talentos de Deus estão dentro de você.”
Às vezes Hafiz não consegue fazer nada senão aplaudir
Certas palavras que surgem de minhas profundezas
como a fragrância do corpo de uma amante.
Segure este livro perto do seu coração
pois ele contém segredos maravilhosos.
________________________
Aconteceu a noite passada:
O amor arrebatou a si mesmo;
Borrifou meus cérebros pelo céu.
Imagino agora por eras
que algo de Hafiz
Parecerá cair do céu
como estrelas cadentes
______________________________
Às vezes eu digo para um poema:
“Agora não, você não vê que estou tomando banho?”
Mas o poema não me dá ouvidos e ironiza:
“Muito mal Hafiz,
não fique preguiçoso.
Você prometeu para Deus que ajudaria
E Ele acabou de aparecer com essa nova melodia.”
Às vezes eu digo para um poema:
“Não tenho forças para torcer mais uma gota do Sol.”
E o poema geralmente responde subindo na mesa da taberna,
levantando sua saia, dando uma piscadela
Fazendo com que o céu todo venha abaixo.
_____________________________
Resista a sua tentação de mentir
falando da sua separação de Deus,
Senão teremos que medicá-lo.
No oceano acontece muita coisa abaixo de seus olhos.
Ouça, eles têm clínicas lá também
para os loucos que persistem em dizer coisas como:
“Sou independente do Mar,
Deus não está sempre por aqui
gentilmente se apertando contra meu corpo.”
____________________________________
Viajante,
Somos como dois copos de água
para os loucos que persistem em dizer coisas como:
“Sou independente do Mar,
Deus não está sempre por aqui
gentilmente se apertando contra meu corpo.”
____________________________________
Viajante,
Somos como dois copos de água
que Deus despejou em um jarro.
Sou um com você completamente.
É claro que quaisquer sonhos que você tenha deste mundo
eu também posso dizer que são meus.
É estranho mas é verdade:
a “água” pode dormir.
Quando você despertar, querido,
não fique assustado,
estaremos girando uma corda ao redor de Maomé,
assistindo o sol divertidamente rir e pular
no meio de nossa inacreditável União divina
Sou um com você completamente.
É claro que quaisquer sonhos que você tenha deste mundo
eu também posso dizer que são meus.
É estranho mas é verdade:
a “água” pode dormir.
Quando você despertar, querido,
não fique assustado,
estaremos girando uma corda ao redor de Maomé,
assistindo o sol divertidamente rir e pular
no meio de nossa inacreditável União divina
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Jalaluddin Rumi - Treze Poemas
As palavras, mesmo que venham da alma,
ocultam a alma, como a névoa pairando sobre o oceano
cobre a costa, os peixes, as pérolas.
É um trabalho nobre construir discursos filosóficos
coerentes,
mas eles bloqueiam o sol da verdade.
Veja as qualidades de Deus como um oceano
e este mundo como a espuma sobre a pureza delas.
Limpe a superfície e veja além do alfabeto direto para a
essência,
assim como você faz com os cabelos
que cobrem os olhos de sua amada.
Eis o mistério: esse mundo complexo e surpreendente
é a prova da presença de Deus
mesmo estando cobrindo a beleza.
Um floco da parede de uma mina de ouro
não dá muito a ideia de como é quando
o sol brilha lá dentro e torna o ar e os trabalhadores
dourados.
______
Você é o amanhecer que chega no meio da noite,
fios de cabelo de música preenchendo a flauta,
a compreensão entrando através do ouvido e do olho,
o perfumado vapor do sabonete.
Sinais e instruções específicas articulam-se de você,
ensinando-nos novas maneiras de peregrinar.
Perguntar por que
e como já não é mais correto.
Digamos que a alma é como os pés de uma formiga,
ou a água do mar, amarga e salgada,
ou uma cobra que tem também o antídoto
para o seu veneno em seu crânio:
nós rompemos através destas formas enigmáticas
para nos sentar em sua sombra da manhã.
__________
Este momento maravilhoso, o gosto do nada,
na companhia dos pobres e dos vazios.
Sente-se com Bistami, não com algum adivinho.
Existem mais do que dois feriados no ano!
Nós celebramos um nascimento e um solstício a cada segundo.
Recém-nascidos, precisamos de pão fresco!
A vida cresce dos mortos,
da mesma forma que os vivos são levados para a morte.
Ramos secos para o fogo:
galhos verdes curvam-se no chão com os frutos;
o prazer preenche o seio de uma mãe:
coloque sua boca ali e mame. Você deve.
Fiz muitos discursos elegantes para a assembleia.
Agora é hora de andar lá fora e ficar em silêncio.
Shams me atrai para as palavras, depois dois dias de
silêncio.
____
O cantor canta sobre o amor,
até que o Amigo aparece na soleira da porta.
A fumaça da cozinha flutua para as nuvens
e se torna um vinho de mil anos.
Estou aqui,
não calculando o crédito acumulado ou com especulações
futuras.
Sou a vinha e o barril onde as uvas são esmagadas,
toda a operação cuja transação despeja esta taça de vinho,
este momento, este poema.
Um homem se depara com a bagagem,
papeis da casa, arrependimento e desejo,
não sabendo para qual tender.
Nenhum deles.
Depois que você tiver visto a face, as preocupações mudarão,
assim como a água do lago torna-se bruma.
________
O amor está vivo e alguém recebendo seu suporte
está mais vivo do que os leões rugindo
ou que os homens com uma coragem feroz.
Bandidos armam emboscadas uns para os outros na estrada.
Eles conseguem riqueza, mas permanecem em um só lugar.
Os amantes ficam se movendo,
nunca o mesmo, nem por um segundo!
O que faz os outros chorarem eles apreciam!
Quando eles parecem bravos eles não acreditam em suas faces.
É um raio da primavera, uma piada diante da chuva.
Eles mastigam espinhos até o fim juntamente com a grama do
pasto.
Gazelas e leões jantando.
O amor é invisível exceto aqui em nós.
Às vezes louvo o amor, às vezes o amor louva a mim.
O amor, uma pequena concha
em algum lugar do fundo do oceano,
abre sua boca. Você e eu e nós, esses seres imaginários,
entram na concha como um único gole de água do mar.
____________
Você veste uma lã
grosseira, mas você é um rei,
assim com a energia da alma se esconde,
como o amor se
lembra.
Você entra nesta sala numa forma humana
e como a atmosfera que respiramos.
Você é o polo central através dos nove níveis
conectando nós e eles a absoluta ausência.
Para que possamos obter o que queremos
você dá falha e frustração.
Você quer apenas a companhia do leão e seu filhote,
não de pernas vacilantes.
Aquele homem ali que você sugere
deve remover sua cabeça antes de entrar no templo.
Então ele poderá ouvir sem ouvidos a voz que diz:
Minha criatura.
A estrada que leva um mês para ser percorrida
você cobre essa distância em um dia.
Não ligue para pagamentos de ouro e prata.
Quando sentir-se generoso, dê a sua cabeça.
Minha beleza, você não precisa de um guia.
Aquele que segue e aquele que lidera são inseparáveis,
assim como a lua e o círculo ao seu redor.
Um árabe arrasta seu camelo de cidade em cidade.
Você segue através de seus problemas e mudanças de crença,
ambos não são diferentes da lua movendo-se
ou do manjericão crescendo e sendo cortado para um buque.
Não importa que você tem estado perdido.
A poupa ainda está lhe procurando.
É um novo começo, meu amigo,
esse acordar numa manhã sem neblina
e a ajuda chegar sem você pedir!
Uma taça submersa está girando dentro do vinho.
Com o pesar mandado para longe chega uma doce gratidão.
____________
Para a ausência o incenso queima perfumado.
O amor que sentimos é a fumaça disso.
A existência é
pintada pela não existência – sua fonte,
o fogo por trás da tela.
A fumaça nascida desse fogo esconde o fogo!
Passe através da fumaça.
A alma, um rio um movimento,
o corpo, o leito do rio.
A alma pode quebrar o círculo do destino e do hábito.
Segure as mãos da ausência
e deixe-a o levar através das Plêiades,
abandonando seco e molhado, quente e frio.
Você se tornará um confidente de Shams de Tabriz.
Você verá claramente a glória do nada
e inexplicavelmente permanecerá ali.
__________
Veja como o desejo mudou em
você,
O quão leve e sem cor ele está,
Com o mundo gerando novas
maravilhas
Por causa de sua mudança.
Sua alma tornou-se uma abelha
invisível.
Não vemo-na trabalhando, mas ali
está uma colmeia inteira!
Seu corpo mede por volta de um
metro e tanto,
mas sua alma eleva-se pelos nove
níveis do céu.
Um barril arrolhado com terra e
uma estaca de madeira bruta
Mantém em seu interior o mais
velho vinho da vinha.
Quando lhe vejo, não é tanto a
forma física,
mas a companhia de dois
cavaleiros,
sua devoção de puro fogo e seu
amor por aquele que lhe ensina;
em seguida o sol e a lua um
passo atrás.
______
Para
um dervixe todos os dias são como sexta-feira,
como o início de um feriado,
Um começo de uma viagem que não
terá fim.
Vestido na beleza da alma, você
é um mês todo de sextas-feiras,
Doce lá fora, doce aqui dentro.
Sua mente e seu ser profundo
caminham juntos
como dois amigos caminham para
dentro de sua amizade.
As ruínas não permanecem no
lugar num riacho que corre rápido.
Deixe os ressentimentos serem
lavados no oceano.
O olho de sua alma assiste um
ramo verde da primavera mover-se,
enquanto
que esses outros olhos amam velhas histórias.
_______
Siga o conselho de janeiro.
Empilhe a lenha.
O tempo ficará frio
inevitavelmente
e você fará fogo para permanecer
saudável.
Estude a grande metáfora desse
trabalho anual.
A lenha é um símbolo para a
ausência.
O fogo, para o seu amor por
Deus.
Nós queimamos a forma para
aquecer a alma.
A alma ama o inverno, por isso
ela aceita relutantemente
o conforto da primavera com suas
dádivas elegantes e proliferastes.
Tudo é parte do plano: o fogo
virando cinzas,
virando o solo do jardim,
virando hortelã, salgueiro e tulipa.
O amor se parece com o fogo.
Alimente-se nele.
Seja a lareira e a lenha.
Parabéns por essa metalurgia que
faz uma agulha de uma barra de metal fundido.
Acalme o fogo agora: para a
mariposa uma janela,
para você uma armadura de rosas!
O faraó dissolve como iogurte na
água.
Moisés vem para o topo como
óleo.
Árabes finos carregam a realeza.
Cavalos, os sacos de esterco
seco.
A linguagem é um barulho
irritante no moinho do significado.
Um rio silencioso gira a pedra
de moer.
As palavras-grão são
ruidosamente despejadas na esteira,
pulverizadas sob a pedra como
fofoca.
Deixe este poema ser assim
moído.
Deixe-me retornar para o fogo do
amor
que refina o puro ouro de meu
amigo, Shamsuddin.
__________
Vejo minha beleza em você.
Torno-me um espelho
que não pode fechar os olhos
para o seu anseio.
Meus olhos molhados com os seus
na luz do alvorecer.
A cada momento minha mente dá a
luz, sempre concebendo,
sempre no nono mês, sempre no
ponto. Como aguento isso?
Tornamo-nos estas palavras que
dizemos,
o som de um pranto movendo-se no
ar.
Estes milhares mundos que surgem
de lugar nenhum,
como pode sua face contê-los?
Sou uma mosca no seu mel, então
mais perto,
uma mariposa pega na fascinação
da chama,
depois
um céu vazio estendido em homenagem.
__________
A lua vem visitar como um
convidado da noite.
A rosa senta-se ao lado do
espinho.
Alguém lavando roupas pede pela
misericórdia do sol!
O compasso da perna circula o
ponto.
Maomé chega aqui, um estranho,
uma nascente para esta árvore
seca.
Hallaj sorri em sua cruz.
A romãzeira floresce. Todos
falam sobre as folhagens,
não com palavras mas quietamente
de mesma forma que o próprio
verde fala de dentro,
conforme
começamos a viver nosso amor.
___________
Estou aqui, neste momento,
dentro da beleza,
o presente que Deus deu, nosso
amor:
este sinal circular e dourado
significa que estamos livres de
qualquer dever:
da eternidade volto minha face
para você
e para dentro da eternidade:
temos estado apaixonados todos
esse tempo.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Bhagavan Ramana Maharshi - História de uma Discípula
Rajapalayam
Ramani Ammal: Quando eu era bem jovem, por volta dos dezoito anos de idade, Bhagavan
apareceu para mim em um sonho. No sonho Bhagavan caminhava em minha direção, eu
podia ver até um Shivalinga no sonho. Antes disso, krishna costumava aparecer
nos meus sonhos com frequência, mas dessa vez era uma pessoa que eu nunca tinha
visto antes; fiquei cativada por tê-lo visto. A deidade de nossa família era
Vishnu e costumávamos oferecer Puja para Vishnu e para Krishna, entretanto ver o Shivalinga no sonho me deixou intrigada. Naquela
época eu não podia entender o sonho. Mas daquele momento em diante minha mente
mudou, tendo sido muito covarde desde a infância eu não podia nem mesmo andar
até a porta de casa a noite. Mas depois de ter sonhado com o darshan de Bhagavan,
o medo que me perseguia abandonou-me.
Foi só aos vinte anos que consegui um livro de Bhagavan. Era o Ramanavydia. Simplesmente ao tocar no livro perdi a consciência do corpo, meu corpo todo ficou dormente e foi com grande dificuldade que consegui voltar e sentar ao lado de minha amiga, percebendo meu estado ela comentou: ‘você não deveria ler todos os tipos de livros. Os membros de sua família ficarão zangados com você, não precisa ler tais livros com tão pouca idade. Ler alguma coisa pode ser bom, mas não passar vinte e quatro horas por dia lendo livros desse tipo’. Naquela época eu passava o tempo todo lendo livros espirituais como o Bhagavad-Gita, etc. Eu curiosamente abri o Ramanavydia pela primeira vez e assim que o fiz vi uma foto do jovem Bhagavan, cai no chão com o impacto de ver a foto. Que livro é esse eu pensei. ‘Não leia esse livro, minha amiga avisou-me, acho que esse livro vai mudar a sua vida’. Eu não dei ouvidos a ela e levei o livro para a cama comigo, estava com medo que eu pudesse desmaiar de novo. Então, deitei na cama para ler. Conforme li o livro fiquei tão absorvida, meus olhos ficavam fechando, meu estado foi mudando, ali eu entendi que aquilo que eu estava experimentando era meditação como descrita por Bhagavan.
Foi só aos vinte anos que consegui um livro de Bhagavan. Era o Ramanavydia. Simplesmente ao tocar no livro perdi a consciência do corpo, meu corpo todo ficou dormente e foi com grande dificuldade que consegui voltar e sentar ao lado de minha amiga, percebendo meu estado ela comentou: ‘você não deveria ler todos os tipos de livros. Os membros de sua família ficarão zangados com você, não precisa ler tais livros com tão pouca idade. Ler alguma coisa pode ser bom, mas não passar vinte e quatro horas por dia lendo livros desse tipo’. Naquela época eu passava o tempo todo lendo livros espirituais como o Bhagavad-Gita, etc. Eu curiosamente abri o Ramanavydia pela primeira vez e assim que o fiz vi uma foto do jovem Bhagavan, cai no chão com o impacto de ver a foto. Que livro é esse eu pensei. ‘Não leia esse livro, minha amiga avisou-me, acho que esse livro vai mudar a sua vida’. Eu não dei ouvidos a ela e levei o livro para a cama comigo, estava com medo que eu pudesse desmaiar de novo. Então, deitei na cama para ler. Conforme li o livro fiquei tão absorvida, meus olhos ficavam fechando, meu estado foi mudando, ali eu entendi que aquilo que eu estava experimentando era meditação como descrita por Bhagavan.
Naquela
época, não era permitido que as mulheres deixassem suas casas, muito menos que saíssem
de sua cidade. Entretanto, após ter lido o Ramanavidya senti que antes de morrer
eu deveria encontrar Ramana Maharshi, não importando o que acontecesse. O livro
me deu essa determinação, porém eu não podia deixar minha casa imediatamente,
demoraram dois anos até que tive êxito. Sai de casa ardilosamente com a ajuda
de meu irmão. Ele também era uma pessoa espiritual e é um Sadhu hoje. Cheguei à
Tiruvanamalai com a ajuda de um servo. Chegando lá, fiquei tomada de culpa por
ter fugido de casa e de remorso por ter feito a coisa errada para conseguir
coisas boas. Sentia que queria ter nascido em alguma outra família, fiquei
muito deprimida. Fui até Bhagavan no Domingo. Na parte de fora do antigo salão,
fui até o escritório perguntar sobre Bhagavan e me disseram que ele estava
perto do poço. Quando cheguei no poço não consegui ver Bhagavan, mas apenas uma
grande chama. ‘Perguntei onde encontrar Bhagavan e eles me mandaram para um
local de sacrifícios’, pensei comigo mesma. Conforme permaneci ali Bhagavan
apareceu naquele exato local. Na hora pensei que tinha tido aquela ilusão de
ter visto o fogo porque eu tinha vindo do sol quente. Foi apenas depois que
percebi que Bhagavan tinha me concedido o Shudi Darshana, eu podia sentir seu
Purana em meu coração. Bhagavan disse: ‘você chegou em casa, sente-se’. Sentei
na frente dele, mas não perguntei nada. Haviam tantas pessoas por lá e eu não
estava acostumada com isso. Eu não fazia ideia do que perguntar a ele. Fiquei
três dias sentada na frente dele, entretanto, o sentimento de culpa por ter
fugido de casa continuava me assolando. Um dia Bhagavan disse: ‘eu fugi de casa
também, temia que alguém me capturasse e me levasse de volta para casa, eu
fugia como um ladrão, se foi tão difícil para mim, quão mais difícil seria para
uma mulher’. Essas palavras dele varreram completamente meu sentido de culpa. Aquelas
palavras removeram também qualquer resíduo de medo em mim. Desde lá eu fui até
a montanha sozinha inúmeras vezes até mesmo a noite, sem falar para ninguém.
Não havia mais medo. Se tivesse medo como poderia ficar por aqui nas montanhas sozinha.
A respeito
de minha fuga, Bhagavan disse que talvez isso fosse necessário. ‘Eu tinha 16
quando vim para este lugar. Ademais ela é uma jovem mulher, é assim que a pessoa
deve fazer se for necessário. O que há de errado nisso’.
Na ocasião
da morte de Bhagavan, vi naquela noite uma linda luz azul subindo aos céus,
naquele momento eu sabia que ele tinha abandonado o corpo físico. Eu não queria
mais viver depois disso, então comecei a jejuar esperando morrer daquele jeito.
Por seis dias não toquei em comida. E durante aquele período tive várias
visões. Em uma delas fui levada para dentro de uma caverna na montanha, onde vi
alguns rishis realizando um ritual. Sri Bhagavan estava sentado entre eles, ele
disse: ‘Por que você está chorando? Por que esta angústia? Você diz que eu fui
embora, mas para onde eu fui, estou aqui você não pode me ver?’ Alguns rishis
trouxeram prasad, Sri Bhagavan pegou um pouco e ofereceu a mim. Eu não lembrava
no sonho que estava de jejum e comi a prasad, por 5 dias depois disso o cheiro
daquela prasad ficou comigo. Então, aquilo foi um sonho ou foi realidade? Eu
considero isso como sendo a graça de Bhagavan. No dia seguinte comecei a comer.
Daquele dia em diante eu não tenho essa dúvida se Bhagavan nos deixou, ele
permeia a tudo. Está em toda parte. Não senti mais tristeza em meu coração. Certamente
ele está aqui também.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Coleman Barks - Sobre seu trabalho com Rumi
Pergunta: Uma das coisas que eu
pensei que poderia ser de interesse para os nossos ouvintes, é começar contando
a história de como você chegou à poesia de Rumi.
Coleman Barks: Eu já contei essa
história em vários lugares. Bem, eu tive esse sonho no qual eu estava dormindo ao
lado do rio Tennessee. É o lugar onde eu cresci nas proximidades de Chattanooga. E no sonho uma bola de luz emergiu da ilha de
Williams. E eu acordei dentro do sonho. Foi um daqueles momentos lúcidos iguais
quando estou acordado, entretanto eu estava ainda dormindo no sonho, mas tinha
acordado dentro do sonho. E essa bola de luz veio e clareou de dentro para fora.
Havia um homem sentado dentro da bola de luz. Ele levantou a cabeça e disse:
"Eu te amo". E eu disse: "eu te amo também."
E em seguida, a paisagem toda ficou molhada com orvalho. E o orvalho e a umidade eram o amor. E de alguma forma, embora tudo tenha acontecido no sonho, senti que algo ficou estabelecido ali. Então, cerca de um ano e meio depois disso, eu estava viajando para o norte para fazer algumas leituras de poesia. Encontrei com Jonathan Granoff. Ele me levou para ver seu professor lá na Filadélfia. Era Bawa Muhaiyaddeen. E ele era o homem no sonho, que estava sentado lá em uma bola de luz.
Não há nenhuma maneira que eu possa provar que aquilo aconteceu exceto para mim mesmo. Isso aconteceu. E eu estava lá dentro do sonho e o encontrei. E ele tinha vindo a mim e me ensinado coisas no sonho. E, em seguida, na Filadélfia eu queria contar-lhe a respeito do sonho. E ele apenas dirigiu-se a mim dizendo: "eu estava lá. você não precisa me contar o sonho. O que você quer saber?"
E em seguida, a paisagem toda ficou molhada com orvalho. E o orvalho e a umidade eram o amor. E de alguma forma, embora tudo tenha acontecido no sonho, senti que algo ficou estabelecido ali. Então, cerca de um ano e meio depois disso, eu estava viajando para o norte para fazer algumas leituras de poesia. Encontrei com Jonathan Granoff. Ele me levou para ver seu professor lá na Filadélfia. Era Bawa Muhaiyaddeen. E ele era o homem no sonho, que estava sentado lá em uma bola de luz.
Não há nenhuma maneira que eu possa provar que aquilo aconteceu exceto para mim mesmo. Isso aconteceu. E eu estava lá dentro do sonho e o encontrei. E ele tinha vindo a mim e me ensinado coisas no sonho. E, em seguida, na Filadélfia eu queria contar-lhe a respeito do sonho. E ele apenas dirigiu-se a mim dizendo: "eu estava lá. você não precisa me contar o sonho. O que você quer saber?"
Ele me disse para fazer este
trabalho do Rumi. Falou que isso tinha de ser feito. Portanto, a única
credencial que eu tenho para trabalhar com as palavras deste grande ser
iluminado é que eu estive diante daquela presença por nove anos, indo e
voltando quatro ou cinco vezes por ano para visitar esse homem, que também
espontaneamente cantava canções e louvava a existência.
Portanto, essa é a principal ligação que me conecta com Rumi. Quando trabalho nesses poemas sinto que estou fortalecendo a amizade com meu professor.
Portanto, essa é a principal ligação que me conecta com Rumi. Quando trabalho nesses poemas sinto que estou fortalecendo a amizade com meu professor.
* Esse trabalho de Coleman Barks de tradução dos poemas de Rumi foi o principal responsável por tornar a poesia de Rumi conhecida no ocidente. Os poemas de Rumi presentes no blog são todos traduções do trabalho de Barks.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Kabir - Três Poemas
Segundo
os Vedas,
o Incondicionado
está além do mundo das condições.
Que proveito
há em discutir se Ele
está
além de todas as coisas ou em todas as coisas?
Veja
tudo como sendo Seu próprio lugar de moradia e
a névoa
do prazer e dor jamais entrará nela.
Ali
Brahma é revelado dia e noite.
Ali a luz
é Sua vestimenta, a luz é Seu assento,
a luz
repousa sobre Sua cabeça.
Kabir
diz: "O mestre que é verdadeiro é toda a luz."
____________________________
Ó Sadhu!
Ouça minhas palavras imortais.
Se você
quer seu próprio bem,
examine
e considere-as com atenção.
Você
afastou-se do Criador, do Qual você brotou.
Você
perdeu sua razão, comprou a morte.
Dele
surgiram todas as doutrinas e todos os ensinamentos,
eles crescem
Dele, saiba disso com certeza e não tenha medo.
Ouça de
mim as novidades desta grande Verdade!
De quem
é o nome que você canta
e em
quem você medita?
Por
favor, saia desse emaranhamento!
Ele habita
no coração de todas as coisas,
então
por que se refugiar nessa desolação vazia?
Se colocar
o Guru a uma distância de você,
então,
será apenas a distância que você honrará.
Se o Amo
estivesse longe de fato,
quem mais
estaria criando este mundo?
Quando pensa
que ele não está aqui,
você se afasta
cada vez mais
e procura-O
em vão com lágrimas.
Se está
longe, Ele torna-se é inatingível;
se está
perto, Ele é a própria bem-aventurança.
Kabir
diz:
"Para
que seu servo não sofra dores
Ele
permeia-lhe por completo.
Portanto,
conheça a si mesmo, ó Kabir;
pois ele
está em você da cabeça aos pés.
Cante com
alegria e mantenha seu assento imóvel
dentro
do seu coração.
___________________
O
verdadeiro Nome é diferente de qualquer outro nome!
A
distinção entre o Condicionado e o Incondicionado
é apenas
uma palavra: O Incondicionado é a semente,
o
condicionado é a flor e o fruto.
O
conhecimento é o ramo e o Nome é a raiz.
Procure e
veja onde está a raiz:
a felicidade
será sua quando você chegar à raiz.
A raiz irá
leva-lo ao ramo, à folha,
à flor e
ao fruto.
Esse é o
encontro com o Senhor,
essa é a
realização da felicidade,
é a
reconciliação do condicionado
e do Incondicionado.
Assinar:
Postagens (Atom)







